Saiba como viajar de avião com seu gato, entendendo regras, riscos e cuidados para garantir segurança e conforto ao seu pet.
Viajar de avião com gatos tem se tornado uma prática cada vez mais comum entre tutores que não querem se separar de seus companheiros, seja por motivo de mudança de cidade, férias ou outras razões. Conhecer as exigências das companhias aéreas e os procedimentos para assegurar o bem-estar do felino durante o percurso é fundamental para garantir uma experiência positiva.
Planejar essa jornada demanda atenção aos detalhes, desde a seleção adequada de uma caixa de transporte para gatos até a preparação do animal para lidar com situações que podem gerar desconforto. É importante estar ciente dos possíveis contratempos e adotar medidas que tornem o trajeto mais seguro e sereno para tutores e pets.
Descubra as regras para transporte de gatos em aviões
As empresas aéreas estabelecem normas para o transporte de animais, podendo exigir documentos como atestados, carteira de vacinação atualizada e a reserva prévia de espaço para o bichano. Algumas permitem que o gato viaje na área de passageiros, desde que acomodado em uma caixa apropriada, enquanto outras determinam o transporte no compartimento de carga, principalmente em caso de animais grandes ou voos lotados.
No Brasil, algumas companhias possuem diretrizes próprias, e nas viagens internacionais as regras podem variar, sendo essencial que o tutor consulte as informações nos canais oficiais da empresa. Essa verificação ajuda a evitar surpresas no dia do embarque, como impedimentos ou taxas, assegurando que tudo transcorra dentro do esperado.
Prepare a documentação necessária para a viagem
Organizar os documentos do felino antes do voo é crucial, incluindo atestados e comprovantes de vacinação emitidos por um veterinário, além dos Certificados Zoossanitário Internacional e de Vacina Internacional para destinos fora do país. Esses papéis têm validade limitada e devem ser acompanhados de comprovantes, garantindo que todas as exigências sejam cumpridas.
A ausência desses registros pode resultar na proibição do embarque, gerando transtornos e custos inesperados para o tutor. Preparar uma pasta com todos os itens necessários, além de manter versões digitais, facilita o processo e traz mais tranquilidade, evitando contratempos.
Escolha a caixa de transporte ideal para o conforto do seu gato
Selecionar um recipiente para o transporte do felino envolve avaliar critérios como tamanho, circulação de ar e resistência do material, seguindo padrões estabelecidos pela IATA, entidade que regula o transporte aéreo. O espaço interno deve permitir que o animal se levante e gire com facilidade, com dimensões comuns sendo próximas ao valor de 1,5 vezes o tamanho do gato.
Colocar um tapete que absorva líquidos e um tecido com o cheiro familiar dentro da caixa pode ajudar a diminuir a ansiedade do bichano durante o voo. Uma escolha bem pensada não apenas cumpre as normas exigidas, mas também proporciona segurança e bem-estar, influenciando no conforto do pet.
Minimize o estresse do gato antes e durante o voo
Preparar o felino para a viagem inclui acostumá-lo previamente ao recipiente de transporte, podendo inserir brinquedos ou guloseimas para criar associações positivas. Evitar alimentá-lo nos momentos que antecedem o voo previne desconfortos gástricos, embora seja importante oferecer água até o momento de partir.
Manter a serenidade é igualmente essencial, já que os gatos captam emoções humanas, e aplicar sprays com feromônios no interior da caixa pode favorecer o relaxamento. Essas ações ajudam o animal a enxergar o trajeto como algo menos intimidante, contribuindo para um percurso agradável para todos os envolvidos.
Saiba como evitar os riscos de viajar de avião com gatos
Transportar felinos de avião apresenta desafios como ansiedade, risco de desidratação, dificuldades respiratórias e, em casos de transporte no porão, a possibilidade de extravio. Consultar um veterinário antes da viagem para avaliar o estado de saúde do animal, especialmente se for mais velho ou tiver condições prévias, é indispensável.
Embora incomum, o falecimento de animais durante viagens de avião, infelizmente, é um risco existente, reforçando a importância da prevenção. Optar por voos sem escalas e evitar períodos de temperaturas extremas são cuidados que reduzem perigos e protegem o pet.
Cuide do seu gato após o desembarque
Ao desembarcar, é fundamental observar o comportamento do felino para detectar sinais de tensão ou mal-estar. Proporcionar água fresca e manter a rotina de alimentação sem alterações bruscas nas primeiras 24 horas ajuda na readaptação do animal.
Alguns gatos podem demorar para se ajustar ao novo ambiente, especialmente após trajetos longos. Um desembarque conduzido com atenção às necessidades do pet encerra a jornada de forma harmoniosa, garantindo que o impacto da viagem não comprometa sua saúde.
