Principais diferenças das escolas do Brasil e dos Estados Unidos

Principais diferenças das escolas do Brasil e dos Estados Unidos

A educação é um reflexo vívido da cultura e dos valores de uma sociedade, moldando não apenas mentes jovens, mas também o futuro de uma nação. Ao explorar as diferenças das escolas, é fascinante comparar os sistemas educacionais de diferentes países. 

Neste artigo, lançamos luz sobre as 10 principais diferenças entre as escolas do Brasil e dos Estados Unidos, duas nações com abordagens distintas para o aprendizado e desenvolvimento de seus alunos.

Ao aprofundar essas diferenças, não apenas buscamos compreender as características únicas de cada sistema educacional, mas também consideramos as oportunidades de aprendizado mútuo que surgem quando exploramos as práticas e valores que moldam as mentes jovens em ambos os lados do hemisfério.

O ano letivo nas escolas americanas

O calendário escolar nos Estados Unidos apresenta uma notável divergência em relação ao modelo adotado no Brasil. O ano letivo norte-americano tem início entre julho e setembro, encerrando-se em maio do ano seguinte. Ao final desse período, os estudantes desfrutam das férias de verão, que geralmente se estendem por aproximadamente dois meses.

Além das férias de verão, os estudantes nos Estados Unidos usufruem de algumas pausas pontuais ao longo do ano. Entre elas, destacam-se o feriado de Ação de Graças, uma tradição cultural de grande importância social.

O Spring Break, uma pausa durante a primavera que pode ser comparada às férias de meio de ano no Brasil; e uma Pausa para as Festas de Fim de Ano, um intervalo aos alunos durante o período de Natal e Ano Novo.

Outro contraste significativo entre as escolas norte-americanas e brasileiras é o formato dos turnos. Enquanto no Brasil as aulas são distribuídas nos períodos da manhã, tarde e noite separadamente, nos Estados Unidos, as aulas ocorrem em período integral, com uma pausa para o almoço. 

Essas nuances revelam não apenas diferenças estruturais como nos, mas também diferenças de abordagens culturais no cenário educacional desses dois países.

A flexibilidade das escolas norte-americanas e brasileiras

Além de priorizar a aquisição de conhecimento, o sistema educacional norte-americano se destaca por valorizar as experiências dos estudantes durante o ensino médio. Essa preocupação reflete na implementação de notas curriculares mais flexíveis, permitindo que os alunos desempenhem um papel ativo na escolha das disciplinas.

Embora a variedade de aulas oferecidas varie segundo as diretrizes estaduais e a capacidade de cada escola, há disciplinas obrigatórias em todas as instituições, como inglês, matemática e história.

Uma das diferenças marcantes entre as escolas norte-americanas e brasileiras reside na abordagem do Ensino Médio, que adota três disciplinas obrigatórias, em contraste com as 13 disciplinas teóricas obrigatórias do ensino médio brasileiro. 

Além das disciplinas regulares, os estudantes nos Estados Unidos têm a oportunidade de participar de diversas atividades extracurriculares, conhecidas como clubes, abrangendo uma variedade de interesses, como esportes, matemática, jornalismo, ciências, robótica, música e teatro.

Outra distinção notável é a subdivisão das disciplinas em três níveis de aprendizado: College Prep (modelo mais nível), Honors (aulas de nível intermediário) e Advanced Placement (nível mais avançado). Esta classificação, ausente no sistema brasileiro, permite que a capacidade acadêmica do estudante determine os níveis de aulas que cursará.

Qual a diferença no sistema de notas?

As nuances entre as escolas americanas e brasileiras transcendem diversos aspectos, incluindo um dos pilares fundamentais do processo educacional: o sistema de notas. No Brasil, os alunos são tradicionalmente avaliados por meio de uma escala numérica, na qual 0 representa a nota mais baixa e 10 a nota máxima.

No entanto, os Estados Unidos adotam um sistema de notas diferenciado, com uma escala de letras que varia de A a F. 

Cada letra corresponde a um percentual de acerto, e a nota final dos alunos é composta por diversos elementos, como resultados em provas, trabalhos, presença em aula, testes, projetos e participação. Embora o modelo brasileiro de uniformes escolares e o americano compartilhem semelhanças, o método de atribuição de notas difere significativamente.

O sistema de notas americano é estruturado da seguinte maneira:

  • A+: 97–100% de acerto;
  • A: 93–96% de acerto;
  • A-: 90–92% de acerto;
  • B+: 87–89% de acerto;
  • B: 83–86% de acerto;
  • B-: 80–82% de acerto;
  • C+: 77–79% de acerto;
  • C: 73–76% de acerto;
  • C-: 70–72% de acerto;
  • D+: 67–69% de acerto;
  • D: 63–66% de acerto;
  • D-: 60–62% de acerto;
  • F/E: menor de 60% de acerto.

Enquanto o Brasil adota uma escala numérica mais direta, os Estados Unidos utilizam a escala de letras para refletir a performance dos alunos. Essas diferenças não apenas ilustram a diversidade nos métodos de avaliação, mas também destacam a complexidade e singularidade dos sistemas educacionais em ambos os países.